RMI e Sebrae Minas concluem Programa de Habitats de Inovação

Uma live, em 16 de dezembro, marcou o encerramento do Programa Habitats de Inovação, uma ação conjunta do Sebrae Minas com a Rede Mineira de Inovação (RMI), executado pela Gere Consultoria. O objetivo do programa foi ampliar e fortalecer a presença desses habitats como atores relevantes para o desenvolvimento dos Ecossistemas Locais de Inovação em Minas Gerais.

O programa envolveu 36 ambientes de inovação, de 29 cidades mineiras. Do total de participantes, 17 foram de incubadoras de empresas associadas à Rede Mineira de Inovação, que trabalharam focadas na implantação do Modelo Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos), criado pelo Sebrae e Anprotec. Os encontros foram conduzidos pelos sócios da Gere Consultoria, Luiz Fernando Gelape e Leandro Figueiredo.

“O programa foi sucesso, não só pela expressiva participação das incubadoras, mas pelos resultados obtidos ao longo das mentorias”, disse a presidente da RMI, Adriana Faria. “Somos gratos à rede por essa parceria. Desde o início, houve convergência de ideias e projetos”, disse a gerente da Unidade de Inovação e Competitividade do Sebrae Minas, Lina Volpini. “Queremos seguir firmes nessa parceria em 2022, sempre com esse olhar sistêmico sobre inovação, cada um desempenhando o seu papel e sendo relevante em sua área de atuação”, completou Lina Volpini.

A analista de Inovação do Sebrae Minas, Luísa Vidigal, disse que, para o próximo ano, estão sendo preparadas três ações: apoio às incubadoras que querem a certificação Cerne; a criação da Trilha de Inovação do Sebrae Minas, para apoiar os ambientes de inovação em cada nível de maturidade; e o escopo de um curso de capacitação para qualificação de gestores dos habitats de inovação mineiros.

 

O PROGRAMA


O sócio-diretor da Gere Consultoria, Luiz Fernando Gelape, disse que, durante o Programa de Habitats de Inovação, foram concluídas duas ações centrais: apoio para a estruturação ou aprimoramento da operação de 15 habitats de inovação ligados a municípios que participaram anteriormente do Programa Ecossistemas Locais de Inovação; e apoio para implantação do Modelo Cerne em 17 incubadoras associadas à RMI.

“Acreditamos que o resultado foi bastante positivo. Nosso foco foi o aprimoramento e evolução das dinâmicas de operação e das propostas de valor ofertadas aos empreendedores apoiados”, explicou Luiz Fernando Gelape.

De acordo com o consultor, se até alguns anos atrás a disponibilização de espaços físicos era o principal atrativo de um ambiente de inovação, hoje é cada vez maior o número de empreendedores que valorizam outros atributos e benefícios. “O isolamento social imposto pela pandemia e seus novos hábitos evidenciaram ainda mais essa mudança. Hoje já temos habitats de inovação de qualidade que operam totalmente online”, ressalta.

Luiz Fernando acredita, porém, que essa mudança de não significa que os espaços físicos deixaram de ter importância, mas é preciso fazer mais. “O que vai fazer a diferença para acelerar esse desenvolvimento são os processos conduzidos pelo habitat de inovação, em especial aqueles dedicados ao apoio direto aos empreendedores: serão essenciais os acompanhamentos frequentes, as orientações, os conhecimentos disponibilizados e as conexões proporcionadas a eles”, completa.

 

CERNE


O Cerne é uma plataforma que visa promover a melhoria expressiva nos resultados das incubadoras de diferentes setores de atuação. Para isso, determina boas práticas a serem adotadas em diversos processos-chave, que estão associados a níveis de maturidade (Cerne 1, Cerne 2, Cerne 3 e Cerne 4). Cada nível de maturidade representa um passo da incubadora em direção à melhoria contínua. Atualmente, a certificação é necessária para a busca de apoio financeiro junto aos órgãos de fomento.

“Dentro do grupo de incubadoras, encontramos uma diversidade muito grande relacionada à adoção da metodologia Cerne: algumas já implantaram e usam o sistema; outras implantaram, mas o usam adequadamente; e, por fim, há àquelas que querem implantá-lo”, disse Luiz Fernando Gelape.

O consultor acredita que, após o programa, boa parte das incubadoras poderá pleitear a certificação já em 2022. “Algumas só conseguirão em 2023 porque estão começando o processo de implantação agora”, diz. Ele ressalta que a obtenção da certificação dependerá, a partir de agora, do comprometimento da incubadora em seguir o que foi desenhado e apontado como providências necessárias durante nossos encontros.

 

MENTORIAS


Cada habitat de inovação teve à sua disposição dez encontros com duas horas de duração cada. Além disso, foi disponibilizado material de apoio com vários exemplos, modelos e documentos customizáveis. “Entre os encontros os participantes podiam nos enviar seus documentos para revisão, o que foi feito com muitos deles”, diz.

Essa dinâmica dos encontros mostrou bons resultados: várias já começaram a processar internamente os conhecimentos adquiridos, produzindo ou reformulando documentos como editais de seleção, procedimentos, ferramentas de acompanhamento e outros que eram analisados por nós remotamente ou nos encontros seguintes.

Uma das incubadoras que aproveitou para ajustar os editais de seleção de pré-incubação e incubação foi a Incetec, de Inconfidentes. “Foram dicas e recomendações muito importantes, por isso, fizemos adequações aos nossos editais”, disse a , gerente da incubadora, Sissi Karoline Bueno da Silva.

Foram atendidas as seguintes incubadoras no Programa de Habitats de Inovação: Inemontes; Indetec; Incetec, NidusTec (campi Alfenas e Poços de Caldas juntos); Inova/UFMG; Nascente; Unitecne; CenTev; Inatel Startups; Farol; CRITT; CIAEM; INCIT; Habitat; Prointec Sinhá Moreira; Inbatec; e Impulso.

 

PROJETOS 2022


Essa parceria com o Sebrae Minas foi uma das prioridades da RMI em 2021. Ela será ampliada no próximo ano, bem como serão firmados acordos com outros parceiros estratégicos visando sempre o crescimento e o desenvolvimento dos ambientes de inovação mineiros associados à Rede Mineira de Inovação;

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